Category: Sem categoria

dez 18 2009

Quando buscar a ajuda de um psicólogo?

O que é processo psicanalítico?

A psicanálise é um conjunto de teorias e técnicas baseados no trabalho do médico vienense Sigmund Freud, que nomeou e estabeleceu o conceito de inconsciente. A descoberta do inconsciente fez com que Freud compreendesse estranhos processos ou fenômenos que a Ciência não conseguia explicar até então.

Freud buscou compreender como são expressos os desejos inconscientes e os sentimentos contraditórios, que geram conflitos por não serem coerentes com os pensamentos conscientes. Ele ofereceu a possibilidade de duas pessoas se encontrarem com o objetivo de estabelecer uma análise através da fala (no atendimento à criança o tratamento se dá não apenas através da fala como tambem através do brincar – Ludoterapia) valorizando a história de vida de cada paciente e não apenas os seus sintomas.

Antes de Freud, o sofrimento humano era compreendido como consequência de distúrbios orgânicos que deveriam ser tratados apenas com medicamentos. Freud descobriu que somente com medicamentos e, sem que seja explorada a vida mental inconsciente do paciente, o tratamento dos sofrimentos mentais fica limitado.

O processo psicanalítico é um trabalho investigativo por parte do analista e do paciente e as sessões de psicanálise visam favorecer a livre associação pelo paciente. Nesta livre associação o paciente expõe seus pensamentos e sentimentos que são fontes de suas angústias e tem a oportunidade de elaborá-los junto ao analista. O analista intervém fazendo sua tradução do que foi dito pelo analisando. Esta interpretação visa oferecer ao paciente possibilidades para integrar seus sentimentos relacionados à experiência que está sendo revivida durante o processo psicanalítico.

Quando buscar a ajuda de um psicólogo?

Quando se tem a percepção de que suas questões, dúvidas, angústias estão maiores do que suas possibilidades, bem como interferindo no bom andamento da vida, nas relações interpessoais, gerando sofrimento psíquico, é hora de buscar a ajuda de um profissional.

Algumas pessoas têm dificuldade em procurar um psicólogo pois não querem admitir que as coisas não vão bem. Muitos relutam em marcar um horário pois pensam que ao fazerem estarão se rendendo, mostrando-se fracos. Na verdade, ao marcar uma consulta o paciente está se mostrando uma pessoa de fibra no sentido de querer ser mais feliz, de saber que pode fazer algo para se sentir melhor. Quanto mais conhecermos a nós mesmos, melhor faremos as nossas escolhas e melhor nos sentiremos. O processo psicanalítico visa, portanto auxiliar o paciente a se sentir melhor em relação a si e consequentemente se relacionar melhor com os outros. Esta é a razão pelo qual tantas pessoas se beneficiam do processo psicanalítico.

Tel.: (11) 3664-8785 / 3667-7150
Rua Dr. Cândido Espinheira, 155 Perdizes – São Paulo SP

dez 18 2009

Psicologia Infantil

Desde o início da aplicabilidade da psicanálise a crianças, e isto praticamente se deu com Melanie Klein, ficou evidente que uma estratégia “especial” se fazia necessária para que a barreira da linguagem fosse transposta. Percebeu-se que crianças expressam suas fantasias, seus desejos e experiências de um modo simbólico, mais por meio de brinquedos e jogos do que através das palavras.

Uma das primeiras conclusões que Melanie Klein teve foi a de que a brincadeira tem uma proximidade com o sonho, à medida que estes dois denunciam conteúdos inconscientes da criança, porém, estes só têm significado quando conhecemos a situação analítica global na qual se produziram, ou seja, a análise da brincadeira e do sonho da criança tem que ser feita considerando a realidade, os processos pelo qual a criança passou bem como as suas vivências atuais.

Como se dá o trabalho clínico com crianças

O trabalho clínico com crianças se dá através da interpretação da fala, do sonho, do desenho e do jogo (da brincadeira). O sonho, assim como o jogo, dispensa a palavra. Existem, entretanto, diferenças fundamentais. No sonho existem as imagens visuais e no jogo é a ação que se faz fundamental.

Sabemos que, na criança, o brincar é mais primitivo do que, respectivamente, o pensamento e a palavra, sendo o aspecto mais visível e aparente de sua conduta. A técnica lúdica é uma forma de ação representativa, pois como apontei acima, a criança representa através do ato e da brincadeira, aspectos inconscientes. Esta técnica é, portanto, fundamental para a análise de crianças, já que está impregnada de significados.

O brincar é para a criança a sua maneira de se comunicar com o mundo. Ela utiliza deste recurso para elaborar os seus sentimentos, como por exemplo, o medo de injeção ou a angústia causada pela ausência do pai que viaja e se ausenta por períodos prolongados. O brincar equivale à escolha das palavras e do tom de voz pelo adulto em seu discurso, e é através dele que a criança se constrói. O ambiente, neste momento, pode possibilitar, inibir ou acelerar a construção que a criança faz de si. Não podemos, entretanto, ver a criança como um ser passivo, que apenas absorve tudo do ambiente. Devemos considerar as especifidades de cada um, e é por isto que irmãos, provenientes da mesma família e muitas vezes, da mesma escola, apresentam diferenças entre si.

O trabalho clínico permite um clima favorável no qual criança e psicólogo estabelecem uma troca relacional, através da qual, a criança descobre e exprime suas dificuldades, é ouvida e observada em suas angústias. Estas dificuldades são expressas de forma espontânea através da fala, do jogo, ou do desenho.

Os pais da criança

Os pais, ao depositarem confiança no trabalho do psicólogo, ao acreditarem e se sentirem motivados com o tratamento, favorecem a comunicação entre terapeuta e criança. Os pais devem cumprir o seu papel favorecendo o desenvolvimento afetivo e cognitivo da criança oferecendo-lhe um ambiente sadio, onde a criança se sinta segura, respeitada e amada. Quando a criança está inserida em um grupo familiar que dificulta o seu desenvolvimento de forma saudável, faz-se necessária a inclusão da família no processo terapêutico.

Tel.: (11) 3664-8785 / 3667-7150
Rua Dr. Cândido Espinheira, 155 Perdizes – São Paulo SP

dez 18 2009

Gagueira é mais comum em homens do que em mulheres

Conhecida desde a Antigüidade, durante os séculos 18 e 19, alguns cirurgiões acreditavam que a gagueira fosse o resultado de um defeito físico dos órgãos da fala e, em decorrência disso, adotavam métodos cirúrgicos que mutilavam os pacientes. Entre os gagos famosos estão personalidades da história e da literatura, como Hipócrates, conhecido como o Pai da Medicina, o filósofo grego Aristóteles, seguidor de Platão, e o escritor Machado de Assis. Segundo a fonoaudióloga Erika Queiroga Werkhaizer Soares, mestre em lingüística pela UFMG, a gagueira pode ser definida como um distúrbio da fluência da fala e, como tal, carrega um estigma muito negativo e é motivo de piada, especialmente entre crianças. “Todo falante dá umas quebras, que chamamos de disfluências, na fala. Mas o que difere o falante fluente de um gago é a freqüência maior que essas quebras ocorrem em quem gagueja.” Muitas vezes, a gagueira é acompanhada de outros sinais como tensão, piscar de olhos, mãos apertadas e suor frio. A fonoaudióloga explica que entre os tipos mais comuns estão: o bloqueio (quando o som de um fonema “agarra”), a repetição de um determinado som, seu prolongamento e ainda a repetição de sílabas. Não há uma causa científica comprovada para o problema, mas vários estudos mostram que a gagueira pode estar ligada ao cromossomo Y e, por isso, a incidência é de três homens para cada mulher que apresentam o sintoma. Outras teorias indicam que a gagueira ocorre numa relação de parentesco de segundo ou terceiro graus (tios ou avós). Além do fator genético, aspectos como traumas emocionais ou comprometimentos neurológicos podem desencadear o processo. Erika Soares chama a atenção dos pais para que observem a fala de seus filhos, especialmente entre 2 e 4 anos. “É normal que qualquer criança nessa faixa etária gagueje, porque ela está formando seu vocabulário ainda. Mas se a gagueira persistir por mais de seis meses, é preciso procurar a ajuda de um profissional”, comenta. Entre os erros mais cometidos pelos pais estão: completar a frase para a criança, mandar que ela respire calmamente ou demonstrar tensão. “Esses fatores contribuem para que a criança formule uma imagem de si própria de mau falante, o que diminui a auto-estima e gera frustração.” A sugestão da fonoaudióloga é para que os pais conversem mais com seus filhos, ouçam o que eles têm a dizer e, caso percebam sintomas de gagueira, contem histórias, falem mais pausadamente, usando frases mais simples e curtas. “O ambiente, além do componente genético, é fundamental para o desenvolvimento da criança.”

Quer aprofundar o assunto?

Tel.: (11) 3664-8785 / 3667-7150
Rua Dr. Cândido Espinheira, 155 Perdizes – São Paulo SP

Fonte: Saúde Plena Data: janeiro de 2006

dez 18 2009

Cuidados com a voz no canto

A voz é o instrumento de trabalho dos cantores, qualquer pequena alteração nela pode interferir na afinação, no alcance das notas e até mesmo na interpretação de uma música, por isso, quem necessita deste instrumento, deve cuidar para que a qualidade vocal não seja prejudicada por hábitos inadequados.

Os cuidados necessários para manter a saúde vocal são muito conhecidos, no entanto, raramente seguidos, é provável que isso ocorra porque com freqüência é ditada ao cantor uma lista de NÃO e de proibições, sem que eles conheçam e entendam o efeito deste ou daquele hábito na sua voz. Outro ponto a ser considerado é que cada indivíduo é único e deve ser tratado como tal, por exemplo, há pessoas que ao ficarem expostas ao ar condicionado, ainda que por pouco tempo, apresentam alteração vocal devido ao ressecamento que provoca, enquanto que há pessoas que podem passar o dia todo em uma sala com ar condicionado ligado, bastante frio, e não apresenta alterações vocais.

É preciso buscar a orientação de um fonoaudiólogo que investigue seus hábitos vocais e oriente de acordo com as suas necessidades, no entanto, sem conhecer sua rotina no canto, farei neste, apenas orientações mais abrangentes.

Evitar gritar, falar muito, falar alto, realizar aquecimento e desaquecimento vocal, beber bastante água são orientações conhecidas e fundamentais a boa saúde vocal.

Usar roupas apertadas, fumar, fazer uso de bebidas alcoólicas, cantar utilizando ar de reserva, fazer movimentos compensatórios para atingir notas tais como levantar o queixo ou sobrancelhas, colocar o tronco para frente, cantar fora da sua tessitura são prejudiciais, em longo prazo, exigem cada vez mais esforço e tensão no canto, o que acarreta em rouquidão, soprosidade, quebras de sonoridade, dificuldade em realizar as notas agudas e uma restrição importante na tessitura, além de episódios de afonia.

O ideal é buscar orientações específicas para você e cuidar sempre deste instrumento tão precioso.

Fga. Isabella Christina Oliveira Neto

Tel.: (11) 3664-8785 / 3667-7150
Rua Dr. Cândido Espinheira, 155 Perdizes – São Paulo SP

dez 18 2009

A importância da escola no desenvolvimento da linguagem

A capacidade de comunicação é inata, ou seja, o indivíduo nasce com essa condição, mas é através da interação com o meio que ela se desenvolve. É específica do ser humano e é por meio dela que as pessoas adquirem conhecimentos e interagem com os outros, facilitando o seu convívio social.

Quanto mais cedo o ser humano estiver treinando essa linguagem, mais cedo seu vocabulário será ampliado.

Devido a isso, o ingresso da criança na escola e a estimulação ambiental promovem a Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem.

É comum nos depararmos com crianças que possuem uma linguagem abaixo do esperado por não estarem expostas a um ambiente rico de comunicação.Nesses casos pode ser necessária a intervenção fonoaudiológica. Nós, profissionais da Fonoaudiologia incentivamos a estimulação em terapias de linguagem concomitantemente ao ínicio da escolaridade.

Muitos pais se mostram inseguros com tal conduta, mas à medida que a criança começa freqüentar as sessões de fonoterapia ou à escola,vão percebendo a evolução geral de seus filhos e ,assim,passam a acreditar nos objetivos das mesma.

É a partir da linguagem que o ser humano consegue transmitir sentimentos e idéias melhorando o vínculo afetivo entre pais e crianças e isso pode ser exercitado na escola.
Mas qual é a escola ideal para seu filho?

É aquela que o acolhe e transmite segurança. Visite e permaneça no novo ambiente por algumas horas a fim de tirar suas maiores dúvidas. O processo de adaptação é muito importante para que os pais se sintam mais confiantes com a escola escolhida.

Tenham em mente a metodologia adotada e optem pela escola que atenda a valores, filosofia e expectativa dos pais.

Lembre-se que ter momentos de descontração contribuem para o desenvolvimento da criança como brincar, ler livros e, principalmente, conversar diariamente. Devemos lembrar também que todas as atividades desenvolvidas na escola não substituem a interação com os pais e a família.

Bom treino.

Marisa M.Farber
Fonoaudióloga
Crfa 5266-2

Tel.: (11) 3664-8785 / 3667-7150
Rua Dr. Cândido Espinheira, 155 Perdizes – São Paulo SP

dez 18 2009

Estreitando o relacionamento entre fonoaudiologia e a odontologia

O fonoaudiólogo é o profissional que possui ampla formação para lidar com os distúrbios relacionados à estrutura e o funcionamento do sistema sensório motor oral, atuando na adaptação ou na adequação do sistema estomatognático à função.

Cada vez mais a população vem se conscientizando sobre a importância da saúde bucal e buscando também melhorar a estética facial já que “o sorriso é o cartão de visitas”. Várias técnicas podem ser empregadas para a realização da reabilitação oral: tratamento ortodôntico, implante dentário, colocação de próteses totais ou parciais, cirurgias ortognáticas, entre outros, mas será que o sorriso perfeito estaria somente relacionado à estética?

É muito comum que as pessoas demorem muito para trocar suas próteses ou que não se incomodem em mastigar somente de um lado devido à ausência de elementos dentários do outro lado, sendo comum também que continuem a utilizar somente um lado para mastigar após o implante ou que tenham dificuldade de utilizar a nova prótese durante a alimentação.

Isto acontece porque o organismo tende a se adaptar aos novos padrões impostos no caso pela perda de dentes, as pessoas passam a se alimentar com alimentos mais moles, fáceis de processar, deixando muitas vezes de receber os nutrientes de uma dieta balanceada. Toda a musculatura facial também se adapta fortalecendo o lado de preferência enquanto o outro fica flácido e mais distendido. Em alguns casos é possível notar assimetrias de lábios, bochechas e desvios da própria linha média na direção ao lado de preferência.

Dessa forma é importante a realização da reabilitação oral pelo cirurgião dentista, porém é imprescindível um acompanhamento fonoaudiológico atuando na avaliação do sistema estomatognático, observando os pontos de tensão e flacidez da musculatura, a presença de hábitos parafuncionais (unicofagia, bruxismo, entre outros), avaliando a articulação, a mastigação e a deglutição e promovendo a readaptação funcional do organismo para esta função.

Como deve ser o acompanhamento: o ideal é que seja realizada uma avaliação antes da intervenção odontológica, que vise a possibilidade da adequação prévia da musculatura facial, corrigindo assimetrias e melhorando o tônus da musculatura e após a reabilitação oral favorecendo a adequação da estrutura à função.

Muitos pacientes que relatavam estar descontentes com as limitações funcionais da nova prótese tiveram uma melhora na qualidade de vida após a reabilitação fonoaudiológica, daí a necessidade de um maior contato do dentista com o fonoaudiólogo especializado em motricidade oral objetivando o sucesso da intervenção e a satisfação do paciente.

ALLEN PF, MCMILLAN AS. “The impact of tooth loss in a denture wearing population: an assessment using the Oral Health Impact Profile.”Community Dent Health 1999 Sep;16(3):176-80.
BALSHI TJ, WOLFINGER GJ. “Immediate placement and implant loading for expedited patient care: a patient report”. Int J Oral Maxillofac Implants 2002 Jul-Aug;17(4):587-92.
CALLAN DP et al “Retrospective multicenter study of an anodized, tapered, diminishing thread implant: success rate at exposure”. Implant Dent 2000;9(4):329-36.
GIFT HC, ATCHISON KA  “Oral health, health, and health-related quality of life.” Med Care 1995 Nov;33(11 Suppl):NS57-77

HEDIA HS. “Stress and strain distribution behavior in the bone due to the effect of cancellous bone, dental implant material and the bone height.” Biomed Mater Eng 2002;12(2):111-9.
HEYDECKE G. “Patient-based outcome measures: oral health-related quality of life” Schweiz Monatsschr Zahnmed 2002;112(6):605-11
HIRSCH SM, BRISMAN AS. “Dental implant esthetics.” Curr Opin Cosmet Dent 1994;:88-92
UEDA M, HIBINO Y, NIIMI A. “Usefulness of dental implants in maxillofacial reconstruction.” J Long Term Eff Med Implants 1999;9(4):349-66

Tel.: (11) 3664-8785 / 3667-7150
Rua Dr. Cândido Espinheira, 155 Perdizes – São Paulo SP

dez 18 2009

O que é o Distúrbio Específico de Linguagem?

O surgimento da fala, entre um e dois anos de idade, talvez possa ser considerado o maior marco do desenvolvimento infantil, entretanto, alguns fatores podem comprometer e atrasar esse processo, entre eles estão: as perdas auditivas, as deficiências mentais, os distúrbios abrangentes do desenvolvimento, as privações ambientais extremas, as síndromes e as alterações sensoriais; alterações que comprometem aspectos motores de forma significativa, além do fato de que indivíduos que apresentam estas alterações levarão tais comprometimentos ao longo da vida.

Entretanto, muito freqüentemente encontram-se crianças que não possuem nenhum dos fatores destacados e que não apresentam um desenvolvimento de linguagem no padrão esperado, muitos chegando aos cinco ou seis anos de idade com manifestações atípicas (não normais) do desenvolvimento e mantendo dificuldades significativas com linguagem por toda a vida, principalmente no período escolar. Nessas situações fica caracterizado o Distúrbio Específico de Linguagem (DEL), que é uma desordem da infância que pode acarretar conseqüências persistentes em toda a vida do individuo.

O termo Distúrbio Específico de Linguagem (DEL) refere-se a crianças que apresentam dificuldade em adquirir e desenvolver habilidades de linguagem na ausência de deficiência mental, déficits físicos e sensoriais, distúrbio emocional severo, fatores ambientais prejudiciais e lesão cerebral. Apesar da inexistência de marcas biológicas que justifiquem o comprometimento de linguagem, há evidências da presença de um componente genético determinante nesta patologia, ainda que de origem e localização incertas.

O diagnóstico destas crianças, geralmente, inclui tanto medidas de recepção quanto de expressão de linguagem. Embora ambas as tarefas exijam o processamento semântico (significado das palavras) e sintático (concordância gramatical) da informação, a produção envolve habilidades sofisticadas de processamento fonológico (pensar e usar uma letra na fala), bem como um maior domínio lingüístico (das palavras da língua) que permita a criação de sentenças inéditas. Em relação a este aspecto, crianças com DEL comumente apresentam melhores habilidades para compreender estruturas frasais do que para produzi-las, podendo apresentar inclusive desempenho satisfatório para a faixa etária em medidas de recepção de linguagem, geralmente as que envolvem o reconhecimento de palavras isoladas – em contextos fechados, em forma de figuras ou miniaturas – não necessariamente exigindo a compreensão de sentenças.

As dificuldades lingüísticas manifestadas pelas crianças com DEL costumam estar relacionadas, principalmente, às áreas da Fonologia (trocas e omissões de letras na fala), Semântica (vocabulário reduzido), Pragmática (uso inadequado da comunicação, pouca iniciativa comunicativa) e Sintaxe (erros de concordância e uso predominante de frases curtas), em diversos níveis. Destas áreas possivelmente afetadas, são classificados os subtipos de DEL, de acordo com a(s) área(s) da linguagem de maior prejuízo, sendo bastante comum o indivíduo apresentar mais de uma área da linguagem alterada.

Ao longo do desenvolvimento, e com o auxílio da terapia fonoaudiológica, estas crianças costumam melhorar seu desempenho em algumas tarefas, podendo inclusive migrar entre as subclassificações de DEL, podendo reduzir o nível do seu comprometimento, através do treino de habilidades cada vez mais complexas, a fim de que o indivíduo consiga ser alfabetizado e ter um aprendizado escolar satisfatório.

Fga. Anne Elise Vivo Rodrigues
CRFA: 15897

Referências Bibliográficas

BEFI-LOPES, D. M. & PALMIERE, T. M. Análise dos Processos Fonológicos Utilizados por Crianças com Alterações no Desenvolvimento da Linguagem. Jornal Brasileiro de Fonoaudiolologia, v. 4, p. 48-58, Jul/Set. 2000.

BEFI-LOPES, D. M. GÂNDARA, J. P. ARAUJO, K. Aquisição do Sistema Fonológico em Crianças com Alterações no Desenvolvimento da Linguagem. Pró-Fono, 15(1): p. 19-30, 2003.

BISHOP, D. V. M. The Underlying Nature of Specific Language Impairment. J Child Psychol Psychiat, v. 33, n. 1, p. 3-66, 1992.

CRESPO-EGUÍLAZ, N. NARBONA, J. [Clinical Profiles and Transitions in the Spectrum of Specific Language Impairment in Childhood]. Rev. Neurol. 36 Suppl.  I S: 29-35, Spanish, 2003.

GRELA, B. RASHITI, L. SOARES, M. Dative Prepositions in Children with Specific Language Impairment. Appl. Psycholinguist, 25(4), p. 467-480, 2004.

MAILART, C. & PARISSE, C. Phonological Deficts in Franch Speaking Children with SLI. International Journal of Language Disorder. V. 41. May-June, 2006.

RICE, M. L. Specific Language Impairment: In: Search of Diagnostic Markers and Genetic Contributions. Mental Retardation and Developmantal Disabilities Research Reviews, v. 3, p. 350-357, 1997.

WINDFUHR, K. L. FARAGHER, B. CONTI-RAMSDEN, G. Lexical Learning Skills in Young Children with Specific Language Impairment (SLI). Int. J Lang Commum Disord, 37(4), p. 415-432, 2002.

WULFECK, B. BATES, E. KRUPA-KWIATKOWSKI, M. SALTZMAN, D. Grammaticality Sensitivity in Children  with Early Focal BrainInjury and Children with Specific Language Impairment. Brain Lag. 88(2), p. 215-228, 2004.

dez 18 2009

Fooaudiologia e a Voz Cantada

A voz representa a identidade de cada indivíduo, e por meio dela podemos expressar nossas emoções, motivações e sentimentos. Por outro lado, para alguns profissionais chamados “profissionais da voz” existe uma maior necessidade e dependência de determinada produção e/ ou qualidade de voz específica para a sua sobrevivência profissional. Estes profissionais podem ser comparados aos atletas, os quais, justamente pela alta demanda física, estão mais sujeitos a lesões do que a população em geral. (Stemple, 1993).

Segundo alguns autores, existem basicamente duas modalidades de voz profissional, a voz falada e a voz cantada, sendo que em algumas situações, como por exemplo, no teatro musical, exige-se o domínio de ambas as emissões. Segundo Behlau (2005), a voz falada valoriza a transmissão da mensagem, necessitando principalmente de uma articulação precisa para a transmissão do conteúdo verbal. Desta categoria fazem parte os atores, professores, repórteres e apresentadores de televisão, advogados, vendedores, operadores de telemarketing, entre outros. Já a voz cantada apresenta como característica o controle de sua qualidade, em que podemos observar prolongamentos de vogais e utilização de recursos específicos como o formante do cantor, vibrato, falsete, etc.

O ato de cantar é considerado a função mais sofisticada desempenhada pela laringe, pois necessita de um mecanismo neurofisiológico mais exigente, com uso de diferentes registros, controle da afinação, dinâmica, efeitos, etc. Além disto, praticar o canto, mesmo sendo o canto amador, requer cuidados vocais adequados para a prevenção de possíveis problemas vocais decorrentes do mau uso ou abuso vocal e do desconhecimento das capacidades e limitações do mecanismo vocal de cada indivíduo. Uma voz cantada bem produzida apresenta clareza, projeção, suporte respiratório adequado e produção estável ao longo de toda a tessitura, dos tons graves aos agudos.

Desta forma, cabe ao Fonoaudiólogo atuar na prevenção e eliminação das patologias ou alterações vocais, e no aprimoramento de padrões fisiologicamente estabelecidos, como falsete, vibrato, apoio respiratório, ressonância, entre outros. (CAMPIOTTO, 1997)

Caso observe alterações vocais (por exemplo, rouquidão, falta de projeção vocal, quebras de sonoridade, soprosidade na voz, etc.), dificuldades com a utilização da voz durante a atividade profissional (por exemplo, dificuldades durante a passagem de registros, com notas agudas e graves, com a articulação dos fonemas, etc.), ou mesmo, se o foco é o aprimoramento de padrões relacionados (por exemplo, respiração, possibilitar liberdade vocal em toda a tessitura e nas nuances de dinâmica, ressonância, etc.) procure um Fonoaudiólogo para melhores orientações e esclarecimentos específicos.

Tel.: (11) 3664-8785 / 3667-7150
Rua Dr. Cândido Espinheira, 155 Perdizes – São Paulo SP

Fgo Takeshi Nishimura
CRFa-SP 16
dez 18 2009

Síndrome de Down

Este texto foi reproduzido a partir da publicação “Informações sobre a Síndrome de Down, destinadas a profissionais de Unidades de Saúde”, do Ministério da Saúde. Em virtude de ser um texto muito longo, decidimos dividi-lo e divulgá-lo em cinco partes. Ao longo de cinco semanas, você terá o documento completo. Em seguida iniciaremos a divulgação da publicação “Informações sobre Síndrome de Down, destinadas a Pais”, também do Ministério da Saúde.

O que é Sindrome de Down?
O nome Síndrome de Down surgiu a partir da descrição de John Langdon Down, médico inglês que descreveu em 1866, pela primeira vez, as características de uma criança com esta síndrome. A Síndrome de Down também pode ser chamada de trissomia do 21 e as pessoas que a possuem de trissômicos. Estes nomes começaram a ser utilizados depois que Jerome Lejèune, um médico francês, identificou um pequeno cromossomo extra nas células destas pessoas. Freqüentemente, a Síndrome de Down é chamada de “mongolismo” e as pessoas que a apresentam de “mongolóides”. Todavia, estes termos são totalmente inadequados e carregam uma série de preconceitos criados a partir de descrições incorretas realizadas no passado e, por isso, devem ser evitados.

Como Identificar?
Os cromossomos são estruturas que se encontram no núcleo de cada célula e que contém as características hereditárias de cada pessoa. Em cada célula existe um total de 46 cromossomos, dos quais 23 são de origem paterna e 23 de origem materna. As pessoas com Síndrome de Down apresentam 47 cromossomos em cada célula, ao invés de 46 como as demais. Este cromossomo extra localiza-se no par 21. Geralmente, a identificação do indivíduo com esta síndrome é feita na ocasião do nascimento ou logo após, pela presença da combinação de várias características físicas: Os olhos apresentam-se com pálpebras estreitas e levemente oblíquas, com prega de pele no canto interno (prega epicântica).
A íris freqüentemente apresenta pequenas manchas brancas (manchas de Brushfield). A cabeça geralmente é menor e a parte posterior levemente achatada. A moleira pode ser maior e demorar mais para se fechar. A boca é pequena e muitas vezes se mantém aberta com a língua projetando-se para fora. As mãos são curtas e largas e, às vezes, nas palmas das mãos há uma única linha transversal, de lado a lado ao invés de duas. A musculatura de maneira geral é mais flácida (hipotonia muscular). Pode existir pele em excesso no pescoço que tende a desaparecer com a idade. As orelhas são geralmente pequenas e de implantação baixa. O conduto auditivo é estreito. Os dedos dos pés comumente são curtos e na maioria das crianças há um espaço grande entre o dedão e o segundo dedo. Muitas têm pé chato.  Embora o bebê com Síndrome de Down possa apresentar algumas ou todas estas características, é importante ressaltar que, como todas as crianças, eles também se parecerão com seus pais uma vez que herdam os genes destes e assim, apresentarão características diferentes entre si, como: cor dos cabelos e olhos, estrutura corporal, padrões de desenvolvimento etc. Estas características determinam uma diversidade de funcionamento comum aos indivíduos considerados normais.

O Cariótipo
Para comprovar a Síndrome de Down, o médico deve solicitar um exame genético: o cariótipo. Este exame permite confirmar o diagnóstico pela constatação de um cromossomo extra no par 21. Este cromossomo provém de um erro na divisão do material genético no início da formação do bebê. Este erro na divisão é o suficiente para modificar definitivamente o desenvolvimento embrionário do bebê. A forma genética da trissomia não tem valor no prognóstico, nem determina o aspecto físico mais ou menos pronunciado, nem uma maior ou menor eficiência intelectual. É importante ter claro que não existem graus de Síndrome de Down e que as diferenças de desenvolvimento decorrem das características individuais (herança genética, educação, meio ambiente etc.) O interesse em reconhecer e diferenciar o erro cromossômico, responsável pelo nascimento do bebê é preventivo. Ele permite saber se o acidente pode ocorrer em outra gestação ou se ele pode ou não ocorrer em familiares, irmãos ou irmãs da criança. Na maioria das vezes, a trissomia resulta de um acidente na divisão celular que não se repetirá. Em cerca de 95% dos casos a pessoa com Síndrome de Down apresenta 47 cromossomos em todas as suas células. Essa é a chamada trissomia 21 simples ou padrão. Cerca de 2% das pessoas com Síndrome de Down apresentam uma mistura de células normais (46 cromossomos) e de células trissômicas (47 cromossomos). Esta condição é denominada “mosaicismo” e é considerada como o resultado de um erro em uma das primeiras divisões celulares. Os outros 3% das pessoas com Síndrome de Down apresentam o material cromossômico disposto de forma diferente, isto é, o cromossomo 21 extra encontra-se aderido a um outro cromossomo, geralmente o 14. Este fenômeno recebe o nome de “translocação”. É importante descobrir se uma criança tem Síndrome de Down por translocação, pois em aproximadamente um terço dos casos um dos pais é “portador’. Embora este pai e esta mãe sejam perfeitamente normais tanto física quanto mentalmente, pode  haver um risco maior de terem filhos com Síndrome de Down. Estes pais necessitam de um aconselhamento genético específico.

Desenvolvimento das crianças com Síndrome de Down

A seqüência de desenvolvimento da criança com Síndrome de Down geralmente é bastante semelhante à de crianças sem a síndrome e as etapas e os grandes marcos são atingidos, embora em um ritmo mais lento.
Esta demora para adquirir determinadas habilidades pode prejudicar as expectativas que a família e a sociedade tenham da pessoa com Síndrome de Down. Durante muito tempo estas pessoas foram privadas de experiências fundamentais para o seu desenvolvimento porque não se acreditava que eram capazes. Todavia, atualmente já é comprovado que crianças e jovens com Síndrome de Down podem alcançar estágios muito mais avançados de raciocínio e de desenvolvimento.
Desenvolvimento Psicomotor

Uma das características principais da Síndrome de Down, e que afeta diretamente o desenvolvimento psicomotor, é a hipotonia generalizada, presente desde o nascimento.
Esta hipotonia origina-se no sistema nervoso central, e afeta toda a musculatura e a parte ligamentar da criança. Com o passar do tempo, a hipotonia tende a diminuir espontaneamente, mas ela permanecerá presente por toda a vida, em graus diferentes. O tônus é uma característica individual, por isso há uma variação entre as crianças com esta síndrome.
A criança que nasceu com Síndrome de Down vai controlar a cabeça, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, andar e correr, exceto se houver algum comprometimento além da síndrome.
Acontece freqüentemente da criança ter alta da fisioterapia por ocasião dos primeiros passos. Na verdade, quando ela começa a andar, há necessidade ainda de um trabalho específico para o equilíbrio, a postura e a coordenação de movimentos.
É essencial que nesta fase, na qual há maior independência motora, a criança tenha espaço para correr e brincar e possa exercitar sua motricidade global. A brincadeira deve estar presente em qualquer proposta de trabalho infantil, pois é a partir dela que a criança explora e internaliza conceitos, sempre aliados inicialmente à movimentação do corpo. Todos estes aspectos devem ser trabalhados dentro de atividades que sejam essencialmente interessantes para a criança. A utilização da brincadeira e dos jogos com regras é fundamental para que a criança tenha uma participação proveitosa e prazerosa no trabalho de estimulação, tendo conseqüentemente um melhor desempenho.

Desenvolvimento Cognitivo

Embora a Síndrome de Down seja classificada como uma deficiência mental, não se pode nunca predeterminar qual será o limite de desenvolvimento do indivíduo.
Historicamente, a pessoa com Síndrome de Down foi rotulada como deficiente mental severa e em decorrência deste rótulo acabou sendo privada de oportunidades de desenvolvimento. A classificação da deficiência mental nos grupos profundos (severos), treináveis e educáveis é bastante questionada hoje em dia. Estes diagnósticos, determinados a partir de testes de QI (Medida do Quociente da Inteligência), nem sempre condizem com a real capacidade intelectual do indivíduo, uma vez que os testes aplicados foram inicialmente propostos para povos de outros países, com culturas diferentes da nossa.
A educação da pessoa com Síndrome de Down deve atender às suas necessidades especiais sem se desviar dos princípios básicos da educação proposta às demais pessoas.
A criança deve freqüentar desde cedo a escola, e esta deve valorizar sobretudo os acertos da criança, trabalhando sobre suas potencialidades para vencer as dificuldades.

A educação especial, garantida por lei ao deficiente, deve atender aos seguintes objetivos:
Respeitar a variação intelectual de cada um, oferecendo iguais possibilidades de desenvolvimento, independente do ritmo individual.
Valorizar a criança ou jovem, incentivando-o em seu processo educacional.
Realizar planejamentos e avaliações periódicas, a fim de poder suprir todas as necessidades do grupo (gerais e individuais), com constante reavaliação do trabalho.
A aprendizagem da pessoa com Síndrome de Down ocorre num ritmo mais lento. A criança demora mais tempo para ler, escrever e fazer contas. No entanto, a maioria das pessoas com esta síndrome tem condições para ser alfabetizada e realizar operações lógico-matemáticas. A educação da pessoa com Síndrome de Down deve ocorrer preferencialmente em uma escola que leve em conta suas necessidades especiais. As crianças com deficiência têm o direito e podem beneficiar-se da oportunidade de freqüentar desde cedo uma creche e uma escola comum, desde que adequadamente preparadas para recebê-las. O professor deverá estar informado para respeitar o ritmo de desenvolvimento do aluno com deficiência, como, de resto, deve respeitar o ritmo de todos os seus alunos. O papel do professor é muito importante pois caberá a ele promover as ações para incluir a criança deficiente no grupo.
É preciso orientar a família da pessoa deficiente sobre quais os recursos educacionais de boa qualidade que estão disponíveis em sua comunidade. Para realizar tal orientação, o profissional deve procurar conhecer melhor as opções de escola especial e escola comum de sua cidade e região, para que o encaminhamento seja feito com segurança e traga benefícios ao desenvolvimento global da criança.

Desenvolvimento da Linguagem

A linguagem representa um dos aspectos mais importantes a ser desenvolvido por qualquer criança, para que possa se relacionar com as demais pessoas e se integrar no seu meio social. Pessoas com maiores habilidades na linguagem podem comunicar melhor seus sentimentos, desejos e pensamentos.
De maneira geral, a criança, o jovem e o adulto com Síndrome de Down possuem dificuldades variadas no desenvolvimento da linguagem. É importante estar atento a este fato desde o primeiro contato com a família do bebê com Síndrome de Down. Quanto antes for criado um ambiente propício para favorecer a evolução da linguagem melhor será o futuro.
A criança com Síndrome de Down apresenta um atraso na aquisição e desenvolvimento da linguagem se comparada a outra criança. Este atraso tem sido atribuído a características físicas ou ambientais que influenciam negativamente o processo de desenvolvimento, tais como:

  • Problemas de acuidade e discriminação auditiva.
  • Freqüentes doenças respiratórias.
  • Hipotonia da musculatura oro-facial.
  • Alteração no alinhamento dos dentes.
  • Palato ogival com tendência à fenda.
  • Língua grande (macroglossia) ou cavidade oral pequena.
  • Problemas de maturação dos padrões de mastigação, sucção e deglutição.
  • Baixa expectativa em relação à possibilidade de desenvolvimento da criança.
  • Dificuldades do adulto em determinar o nível de compreensão da criança para adaptar sua fala de maneira a promover o desenvolvimento.
  • Pouca disponibilidade do adulto em ouvir a criança e em se esforçar para compreendê-la.
  • Dificuldade de sintetização e problemas na estruturação sintática.
  • Atraso geral no desenvolvimento motor, cognitivo e emocional.
  • Falta de atividades sociais que façam a criança utilizar a linguagem de forma significativa.

Como ajudar o desenvolvimento da linguagem

O desenvolvimento da linguagem ocorre através da interação da criança com o meio. Isto também é verdadeiro para crianças com Síndrome de Down. Os pais e professores devem ser orientados pelo fonoaudiólogo que poderá elaborar um programa específico para cada criança.
Antes de mais nada, é importante sanar ou minimizar aspectos físicos que possam prejudicar a articulação e produção vocal através de exercícios para fortalecimento da musculatura, adaptação de próteses dentárias ou auditivas etc.
A seguir estão algumas sugestões e aspectos importantes que pais, familiares e profissionais devem considerar para a elaboração e a aplicação de um programa de desenvolvimento da linguagem de crianças com Síndrome de Down:

  • Criar um ambiente favorável e estimulador.
  • Nunca falar pela criança nem deixar que os outros falem por ela.
  • Aguardar a solicitação da criança, não antecipando suas vontades.
  • Prestar atenção quando a criança iniciar um diálogo.
  • Criar situações inesperadas que provoquem reações da criança aguardando seus comentários.
  • Fornecer apoio aos pais para que possam desenvolver um relacionamento emocional saudável com a criança.
  • Informar à família sobre o nível de desenvolvimento da linguagem da criança, orientar em que complexidade devem falar para ajudar no desenvolvimento da linguagem e na manutenção do diálogo.
    Garantir o desenvolvimento global (motor, cognitivo, social e emocional) da criança mantendo relacionamento com profissionais especializados nas diferentes áreas.
  • Criar ambiente propício para a socialização, incentivando as iniciativas, as amizades, os relacionamentos com diferentes pessoas.
  • Observar as características individuais e atender as necessidades específicas ajudando a pessoa com Síndrome de Down a se comunicar e a ver a linguagem como uma forma facilitadora para a realização de seus desejos e expressão de seus sentimentos.

BIBLIOGRAFIA

BLASCOVI ASSIS, S.M. & MONTEIRO, M.I.B. Atividade física para crianças com Síndrome de Down. Ciência Hoje. V. 10, no. 56, P.10- 1, 1989.
McCOY, E. Endocrine Conditions in Down Syndrome. National Down Syndrome Society, New York, S/D.
MONTEIRO, M.I.B. e cols. Síndrome de Down: orientação a pais. Fundação Síndrome de Down, Campinas, SP, SID.
MUSTACCHI, Z. & ROZONE, G. Síndrome de Down aspectos clínicos e odontológica. SP, C/D Editora, 1990.
PUPO FILHO, R. A. O momento da notícia. Informativo UP Down, no. 2, Abril/Maio, Santos, SP, 1992.
PUESCHEL, S. (org), Síndrome de Down: guia para pais e educadores. Campinas, SP, Papirus, 1993.

Tel.: (11) 3664-8785 / 3667-7150
Rua Dr. Cândido Espinheira, 155 Perdizes – São Paulo SP

dez 18 2009

O que é a triagem escolar?

“TRIAGEM ESCOLAR” é uma das atividades realizadas por fonoaudiólogos para detectar alterações no processo de desenvolvimento da comunicação oral e ou gráfica ; orientar os pais e escolas e, quando necessário, fazer os encaminhamentos.
A triagem é composta das seguintes fases:
· Questionário para os pais;
· Questionário para os professores;
· Avaliação global motora;
· Avaliação do padrão motor oral e suas funções;
· Avaliação da linguagem;
· Avaliação do desenvolvimento de fala – sistema fonêmico – (testes de nomeação, fala espontânea e lista de palavras);
Após esta avaliação, os pais e a escola são orientados sobre as dificuldades individuais, as do grupo e, a partir daí, são fornecidos relatórios e orientações de acordo com as necessidades e prioridades.
Paralelamente, é realizada uma palestra para todos os pais e profissionais da escola, onde abordamos temas sobre desenvolvimento da criança e como podemos prevenir vários problemas ,tais como as dificuldades de atenção e concentração, alterações na voz, problemas de fala e linguagem, alterações de arcada dentária, distúrbios de leitura e escrita, e outros.
Esta triagem é agendada e realizada na escola em datas previamente estipuladas.. Se houver interesse de sua escola em participar deste programa, entre em contato conosco no telefone:36668405 ou 36648785 .
Marisa e equipe.

WordPress Themes